O lançamento do edital de processo licitatório para novo estudo sobre o modelo de gestão da Arena Pernambuco foi tema de análise em Plenário, nessa terça. Esse é o segundo diagnóstico proposto pelo governo estadual, que já havia contratado a Fundação Getúlio Vargas em 2015, com esse objetivo. O líder da Oposição, Sílvio Costa Filho, do PRB, acredita que o Poder Executivo está atrasando o processo. O parlamentar apontou que, em junho deste ano, o Governo havia anunciado que abriria concorrência internacional com a finalidade de escolher a empresa responsável pela operação do estádio, localizado em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. “Era pra ser em 2015, não fez! Era pra ser em 2016, não foi feito. E agora está sendo jogado para 2017. Ou seja, daqui que algum grupo esteja operando a Arena Pernambuco, vai acabar o Governo Paulo Câmara, vai entrar o novo governador de Pernambuco, e o próximo governador vai ter que assumir e buscar uma solução.”
Sílvio Costa Filho cobrou da liderança do Governo uma posição oficial sobre o caminho a ser adotado para a gestão da Arena. O líder da base governista, Waldemar Borges, do PSB, afirmou que as dúvidas da Oposição vão ser respondidas com transparência. “Quero sugerir ao deputado que elenque essas informações que ele gostaria de ter para que a gente possa levar ao secretário da área, e com a transparência de sempre discutirmos esse e qualquer outro assunto de interesse de Pernambuco, da Oposição e da bancada de Governo também.”
Em março deste ano, a gestão estadual anunciou o fim do contrato de concessão do estádio, construído em 2013, no modelo de Parceria Público-Privada (PPP). O equipamento era até então operado pela concessionária Arena Pernambuco Negócios e Participações, mas o Governo constatou que as receitas projetadas não se efetivaram.
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